A nossa família enfrentou uma dura batalha com o nosso filho, D.M.S.
Soubemos por ele em 2003, quando se rendeu à incapacidade de largar a
substância — mas ele já fazia uso de outras drogas desde 1992. Mesmo
diante de comportamentos inadequados, eu
e o pai dele continuávamos trabalhando, sem conseguir acreditar que o
amor e a educação dedicados aos nossos filhos pudessem resultar nisso. De
imediato, negamos, porque não aceitávamos passar por isso.
Desde o seu pedido de ajuda, aconteceram 7 internações em hospitais e instituições. Fui a todas as visitas e foi assim que eu e meu marido percebemos que também estávamos doentes. Sempre vigilantes, desesperançosos, não tínhamos ânimo para nada. Deixamos de frequentar reuniões familiares e até lugares que gostávamos de ir.
Em 2015, ele finalmente se rendeu à
doença, deixou as drogas e decidiu mudar de vida. Assim começou um
verdadeiro processo de recuperação, que transformou a própria história
em uma missão. Hoje é assistente social, especializado em dependência
química, transtornos comportamentais e jogos de azar, dedicado a
ajudar pessoas e famílias a encontrarem o caminho da recuperação.
A minha luta como mãe não terminou com a melhora do meu filho. Resolvi
estudar psicologia e hoje me dedico ao acolhimento e ao cuidado de
familiares e codependentes na nossa unidade e projeto terapêutico.
Hoje, unimos experiência de vida, conhecimento técnico e atendimento
humanizado para oferecer um tratamento baseado em acolhimento,
responsabilidade e esperança.
Nós conhecemos essa luta porque a vivemos. Por isso, você pode confiar
no nosso processo.